Pesquisar este blog

Carregando...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Campanha de conscientização alerta mulheres sobre o câncer de colo de útero

Terceiro tumor mais freqüente entre as mulheres e a quarta causa de morte
de mulheres por câncer no Brasil.

 
O Centro Regional Integrado de Oncologia – CRIO, promove nos próximos dias (23 a 30/01) a Semana de Campanha interna sobre a Conscientização do câncer de colo de útero. A referida campanha será realizada na própria instituição e abordará o tema: “Prevenção é o melhor remédio”, por meio de informativos distribuídos na Instituição, além de divulgação nas redes sociais e nos flanelógrafos espalhados no hospital em diversos setores.
 
Voltado para pacientes, visitantes, acompanhantes e comunidade que passam por nossa instituição, a campanha visa provocar no público feminino, reflexão sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença. A campanha será realizada na Rua Francisco Calaça, 1300 – Álvaro Weyne.

Segundo o Instituto do Câncer – INCA, o câncer de colo de útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano – HPV. A infecção genital transmitida por este vírus é bastante freqüente e na maioria das vezes não causa sintomas visíveis. Entretanto, existem casos, os quais ocorrem alterações celulares que poderão progredir para o câncer, caso não seja diagnosticado precocemente. O exame preventivo, também conhecido como Papanicolaou, pode detectar a doença e na totalidade dos casos são curáveis.
Segundo o INCA, é o terceiro tumor mais freqüente entre as mulheres, atrás do câncer de mama e do colorretal e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. O país avançou em sua capacidade de realizar diagnóstico precoce, tendo em vista que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença em estágio avançado. Atualmente 44% dos casos são de lesões precursoras do câncer.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Paciente oncológico pode viajar?


Pode, mas é necessário tomar algumas medidas de segurança. O primeiro e fundamental passo é que o médico saiba e esteja de acordo com a decisão do paciente em viajar. “É fundamental que o paciente adote todas as recomendações dadas pelo médico que o acompanha, garantindo seu bem-estar e uma viagem sem imprevistos”, orienta Maria Del Pilar Estevez, oncologista clínica do Instituto do Câncer de São Paulo.

Além disso, é recomendável que não se viaje sozinho. Certifique-se também que o local de destino possua uma boa estrutura caso seja necessário algum atendimento. Se você for de avião e a viagem for longa, levante-se da poltrona a cada uma hora para estimular a circulação.

Febre é questão de urgência. Se o paciente apresentar febre igual ou superior a 37,8ºC (medida embaixo das axilas) e estiver em quimioterapia ou radioterapia, deve procurar imediatamente o serviço local de saúde ou entrar em contato com seu médico.
Pacientes em tratamento quimioterápico devem proteger-se do sol com o uso de filtro solar (fator maior ou igual a 30) e roupas e acessórios, que devem incluir chapéus ou lenços na cabeça. Os medicamentos podem manchar a pele, e evitar esse efeito com o uso de bloqueadores solares é imprescindível.

Cuidar da alimentação faz parte da rotina a todo momento, mas em viagem a atenção deve aumentar. É importante que o paciente sempre consuma alimentos frescos e de procedência confiável, além de beber bastante líquido. Outra dica é não esquecer de levar na viagem todos os medicamentos que estejam em uso. Não somente os do tratamento, mas também os sintomáticos, utilizados em caso de dor, febre e vômito, por exemplo.

Fonte: vencerocancer

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O Câncer você não pode mudar, mas pode mudar o seu modo de vida




Você não pode mudar o fato de você ter tido câncer de mama, mas pode mudar o seu modo de vida. Faça escolhas saudáveis, sinta-se bem, reveja seus objetivos, encare a vida de uma nova forma.

Faça Escolhas Saudáveis

O diagnóstico de câncer de mama faz com que a maioria dos pacientes passe a ver a vida sob outra perspectiva. Muitos começam a se preocupar com a saúde, tentam alimentar-se melhor, levar uma vida menos sedentária, tentam maneirar no álcool ou param de fumar. Não se estresse com pequenas coisas. É o momento de reavaliar a vida e fazer mudanças. Se preocupe com sua saúde.

·         Alimente-se Bem
Comer bem pode ser difícil para qualquer pessoa, mas pode ser ainda mais difícil durante e após o tratamento do câncer de mama. Tente não se preocupar com a mudança no paladar ou o possível ganho de peso devido ao tratamento.

Se o tratamento está causando variações no peso ou tem dificuldade para comer nesse período, faça o melhor que puder. Coma o que lhe agrada, o que conseguir e quando conseguir. Você pode determinar que nessa fase o melhor é fazer pequenas refeições a cada 2 a 3 horas até se sentir melhor. Este não é o momento para restringir sua dieta. Tenha em mente que estes problemas geralmente melhoram com o tempo. Você poderá ser encaminhado a um nutricionista que pode sugerir algumas opções sobre como combater alguns dos efeitos colaterais do tratamento.

Alguns pacientes podem precisar de suplementos nutricionais para garantir que estão recebendo a nutrição necessária. Outros precisam usar uma sonda de alimentação para ajudar a impedir a perda de peso e melhorar a nutrição.

Uma das melhores coisas a se fazer agora é reorganizar seus hábitos alimentares. Opte por alimentos mais saudáveis e tente manter um peso adequado. Você se surpreenderá com os benefícios que isso irá lhe trazer.


·         Exercícios, Cansaço e Repouso
A sensação de estar sempre cansado pode ser comum após o tratamento. Porém é um tipo de cansaço diferente, que não melhora após um período de descanso. É uma espécie de fadiga e uma das maneiras de reduzir essa sensação é justamente buscar se exercitar, mesmo sendo difícil. Comece aos poucos, no seu ritmo, e vá aumentando os exercícios conforme vá se sentindo com mais disposição. Converse com seu médico sobre o melhor momento para iniciar a prática de exercícios, pode também consultar com um fisioterapeuta especializado que poderá lhe orientar de maneira adequada.

Benefícios da atividade física:

·         Melhora o condicionamento cardiovascular.
·         Aliado a uma boa dieta, ajuda na perda de peso.
·         Melhora a musculatura.
·         Reduz a fadiga.
·         Pode diminuir a ansiedade e depressão.
·         Pode fazer com que você se sinta mais feliz e melhor consigo mesmo.
·         Reduz as chances de um novo câncer.

E a longo prazo, sabe-se que a prática regular de atividades físicas ajuda a diminuir o risco de alguns tipos de câncer, além de ter outros benefícios para a saúde.
 
Fonte: Onconguia

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Trinta Dicas Para Manter Sua Saúde



Não se sobrecarregue
Faça aquilo que você sabe que vai conseguir fazer; evite se sobrecarregar. Descanse e relaxe sempre que tiver uma chance.

Rir, o melhor remédio
Mantenha-se sempre positivo, com bom senso de humor; nada como uma boa risada para se relaxar.

Mantenha-se ativo
Arranje sempre uma atividade para fazer; andar, praticar algum esporte, ter algum hobby, sempre ajuda a manter a mente saudável.

Seja seu próprio dono
Controle sua vida como você deseja; seja independente. Não deixe que os outros ditem o que você deve fazer ou pensar.

Ajude aos outros
Procure se voluntariar para alguma atividade; ajudar aos outros traz felicidade e bem-estar.

Pare de fumar
Fumar só traz prejuízo à sua saúde, à dos que estão ao seu redor e ao bolso.

Não coma demais
Comer demais acaba provocando mal-estar; evite comer de 2 a 3 horas antes de ir para cama, a comida aumenta a quantidade de ácido em seu estômago e você não vai dormir bem.

Reduza o álcool, chocolate e alimentos gordurosos
Esses alimentos provocam aumento de ácido no estômago, causando má digestão.

Pense antes de beber
Coma algum alimento antes de beber, para evitar que a bebida seja absorvida muito rapidamente. Saiba quando parar também!

Não coma muito rápido
Coma aos poucos, sem pressa, mastigando bem os alimentos.

Não encha o prato até a boca
Pegue um pouco de cada comida e vá saboreando aos poucos.

Não tome muito sol
Sol em excesso estraga sua pele, sem falar que pode provocar desidratação.

Use um protetor solar
Aplique um protetor solar em sua pele sempre que for se expor ao sol. Comece com um fator 15 e reaplique a cada 2 horas.

Use equipamentos de proteção solar
Chapéus, óculos escuros com proteção contra raios ultravioleta, guarda-sol e roupas adequadas são muito úteis para se proteger do sol.

Evite as horas de "pico de sol"
O horário das 10 da manhã às 3 da tarde é o pior para se tomar sol.

Evite o bronzeado excessivo
Ficar com 'aquele' bronzeado é muito bonito, mas estraga a pele e provoca envelhecimento precoce, além de poder causar câncer.

Durma bem
Durma pelo menos 8 horas por noite, num lugar tranquilo. Mantenha sempre a mesma rotina, a mesma hora de ir para a cama e de acordar.

Coma alimentos ricos em anti-oxidantes
Vitamina C, Beta caroteno e vitamina E contribuem para evitar o envelhecimento, aumentam a resistência física às infeccões e evitam a destruição das células que podem levar ao câncer. Evitam também doenças do coração e disfunção cerebral.

Coma menos gordura
Mantenha uma dieta com apenas 20 por cento das calorias derivadas de gordura; você vai reduzir o risco de ter uma doença do coração e alguns cânceres, além de se manter em forma.

Mantenha uma lista com o nome dos médicos da família ou dos hospitaiscom os quais você tem convênio.
Na hora da emergência, qualquer minuto conta.

Tenha o número do telefone de um Centro de Controle de Intoxicações
Crianças estão sempre mexendo onde não devem e podem ingerir algum produto perigoso.

Aprenda como fazer Ressuscitação Cardio-respiratória
Você pode salvar a vida de alguém! Quanto menos tempo a pessoa ficar sem respirar e sem batimentos cardíacos, mais chance ela tem de se recuperar e ficar sem sequelas.

Mantenha com você um bilhete com as doenças importantes
Se você tem uma doença especial como eplepsia, diabetes ou doença do coração, ou se você toma algum remédio importante, escreva num papel e ande sempre com ele. Num caso de emergência, pode ser crucial.

Trabalhe com a cabeça
Use sempre equipamento de proteção se o seu trabalho requer. Você pode evitar muitos acidentes de trabalho.

Use cinto de segurança
Essa medida tão simples pode evitar muitas mortes, bem com reduzir o trauma físico durante um acidente.

Use capacete
Quando andar de bicicleta, use capacete. Crianças tem uma alta incidência de quedas quando andam de bicicleta, muitas vezes batendo a cabeça, causando lesão cerebral que pode ser irreversível ou mesmo levar à morte.

Evite lugares com fumantes
Respirar fumaça dos outros fumantes também aumenta o risco de desenvolver cancer de pulmão, além de outras doenças respiratórias.

Tenha uma vida sexual saudável e segura
Use preservativos sempre que tiver relações sexuais. Prefira as relações monogâmicas nas quais você tenha certeza de que o parceiro não tenha o vírus da Aids ou outra doença genital.

Fonte: Similia

 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Câncer de Rim

O câncer de rim, antigamente chamado de hipernefroma, surge a partir de células que revestem os pequenos canais microscópicos dentro do órgão, responsáveis por filtrar o sangue e drenar a urina

 
 
Sobre o Câncer de Rim
 
 O câncer de rim é relativamente incomum, correspondendo a cerca de 3% a 5% de todos os tipos de câncer no organismo humano. No mundo, cerca de 150 mil pessoas são diagnosticadas anualmente, e esse número vem subindo gradativamente. Ele é discretamente mais frequente em homens do que em mulheres.
 

Tipos de Câncer de Rim

O principal e mais frequente é o câncer de rim do tipo ‘células claras’, que corresponde a cerca de 70% a 80% dos casos. O segundo tipo mais comum é o ‘papilífero’, responsável por proximadamente 15% das ocorrências. Outros tipos mais incomuns são o ‘cromófobo’ e o ‘oncocitoma’. O componente sarcomatóide não é um tipo isolado de câncer de rim, mas pode estar presente nos diferentes tipos de câncer desse órgão. É fundamental que o diagnóstico seja o mais preciso possível, pois os diferentes tipos de câncer de rim necessitam de tratamentos distintos.

Sintomas e Diagnóstico

Existe uma grande série de sintomas que podem estar presentes. Os mais comuns incluem sangramento na urina, dor lombar ou abdominal lateral, e sensação de uma massa abdominal. Entretanto, atualmente é muito comum os pacientes serem diagnosticados sem nenhum sintoma aparente. Nesses casos, na maioria das vezes ocorre o diagnóstico acidental quando está se realizando algum exame de imagem abdominal, como Ultrassom ou Tomografia, por outros motivos (ex. apendicite, colecistite, etc.). Lesões tumorais suspeitas no rim são geralmente submetidas de imediato à biópsia ou à ressecção cirúrgica. O diagnóstico definitivo do câncer de rim só é feito com a análise do tumor em microscópio.

Fatores de Risco

Os principais fatores de risco associados com o desenvolvimento de câncer de rim são tabagismo, obesidade, hipertensão, história familiar positiva, uso crônico de antinflamatórios não-hormonais, rins policísticos e insuficiência renal crônica em diálise. Existem também raras síndromes genéticas que aumentam o risco de câncer de rim. Essas síndromes são hereditárias, ou seja, acometem diversos membros da mesma família e passam de pais para filhos. Por exemplo: Von-Hippel Lindau, Birt-Hogg Dubbe, Esclerose Tuberosa, Carcinoma Renal Papilífero Hereditário e Leiomiomatose Hereditária, entre outras.

Estadiamento

O estadiamento do câncer de rim depende, basicamente, do tamanho do tumor e do grau de invasão
dos órgãos adjacentes ou de órgãos à distância. Dividimos o estadiamento em quatro estágios:

1. Estádio I: encontram-se os tumores menores que 7cm;
2. Estádio II: tumores maiores que 7cm;
3. Estádio III: tumores que invadem estruturas adjacentes como a veia renal, a veia cava, a gordural renal adjacente, ou linfonodos próximos;
4. Estádio IV: são classificados os tumores que invadem outros órgãos mais distantes (ex: pulmão, fígado, ossos, cérebro etc).

Para o estadiamento, são necessários exames de imagem com alta precisão.

Tratamento

O tratamento do câncer de rim em estágios precoces localizados (I, II e III) baseia-se na ressecção cirúrgica do tumor. Nos casos em que o tumor é pequeno e de localização favorável, a realização de ressecção somente da parte do rim com o tumor deve ser sempre preferida. A ressecção total do rim só deve ser realizada nos casos mais avançados, ou nos casos em que a localização do tumor no rim não permita a realização de ressecção parcial. A cirurgia pode ser feita por incisões abertas (convencional) ou pela laparoscopia, que leva a uma recuperação mais fácil por parte do paciente. Até o momento não existem tratamentos preventivos (ou adjuvantes) após a ressecção do câncer de rim. Por um longo período, o tratamento do câncer de rim avançado, com metástases, era realizado com uso de medicamentos visando a melhora do sistema imunológico (ex. interferon-alfa e interleucina-2). Hoje, o uso do interferon-alfa caiu bastante, permanecendo apenas como parte de uma combinação com o bevacizumabe. A interleucina-2 ainda hoje é utilizada, pois apresenta benefício significativo em uma parcela pequena de pacientes. Nesse sentido, ainda hoje é tido como o único tratamento medicamentoso capaz de propiciar chances de cura, apesar dos efeitos colaterais e da necessidade de atuação de uma grande equipe multidisciplinar. Desde 2004, novas e modernas medicações surgiram para o tratamento do câncer de rim metastático. Essas medicações são conhecidas como inibidores de angiogênese. Para alguns casos selecionados de câncer de rim, existem também os inibidores da proteína celular mTOR, que são o tensirolimo e o everolimo.

Rastreamento e Prevenção

Para a população em geral, não existe até o momento nenhuma estratégia para rastreamento ou detecção precoce do câncer de rim. Entretanto, os membros de famílias com alguma das raras síndromes genéticas que aumentam o risco de câncer de rim devem ser seguidos regularmente à procura de tumores suspeitos nos rins. A melhor prevenção para o desenvolvimento de câncer de rim é manter hábitos saudáveis, tais como: não fumar, manter o controle de peso e controlar as doenças que levam a insuficiência renal crônica, como hipertensão e diabetes.

Novidades contra o Câncer de Rim

Estão em estudos novas estratégias de tratamento de tumores de rim, por meio da utilização de mecanismos que destroem o tumor sem a realização da cirurgia. Esses procedimentos são conhecidos como ablação por radiofrequencia, ou ablação por crioterapia, e são realizados em casos selecionados de câncer de rim, onde a realização de cirurgia para ressecção do tumor não é possível. Nos últimos anos, a crioterapia vem sendo utilizada como resultados muito animadores. Existem diversos estudos em andamento, com o intuito de administrar medicamentos para prevenir a recidiva de câncer de rim em pacientes operados, e os resultados desses estudos devem estar disponíveis nos próximos anos. Diversos novos medicamentos também vêm sendo estudados no tratamento do câncer de rim metastático. Novos inibidores de angiogênese (ou formação de novos vasos sanguíneos) tumoral e/ou outros alvos da célula tumoral (ex. MET) estão sendo investigados. Eles objetivam ter uma maior eficácia e provocar menos efeitos colaterais. Novos medicamentos que visam aumentar a ação do próprio sistema imunológico do paciente contra o câncer de rim também estão sendo ativamente estudados no câncer de rim metastático.

Fonte: oncoantonioermirio



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Câncer, como ajudar sem atrapalhar

O diagnóstico do câncer traz consigo uma série de sentimentos confusos e de difícil compreensão não apenas para o paciente, mas para todos os membros da família e amigos
 
 
  
Sabemos que, infelizmente não há uma maneira certa ou errada para se portar diante dessa situação. Aos poucos, você e seu familiar (ou amigo) encontrarão a melhor forma de conversar abertamente sobre a doença.
Lembre-se - A conversa sincera é sempre um passo muito importante para que você consiga ajudar nesse momento. Por meio do diálogo aberto, seu familiar (ou amigo) lhe dará dicas de como falar sobre o câncer.
Algumas orientações para você ajudar sem atrapalhar
Leia um pouco sobre o câncer...

Entender um pouco sobre a doença poderá lhe ajudar neste momento.
Sempre que possível leia e aprenda algo sobre a doença e também como é tratada. Assim, você poderá compreender melhor essa fase pelo qual ele (a) está passando.
Cuide e controle a sua ansiedade
É compreensível que você esteja preocupado e ansioso (a) por notícias a respeito das decisões tomadas, de como andam os tratamentos e tudo mais que se refira ao paciente. No entanto, tente se colocar no lugar do paciente e imagine o "bombardeio” de perguntas e questionamentos que ele deve estar enfrentando. Esteja próximo e se o seu familiar quiser, vá junto as consultas e tratamentos.
Ofereça ajuda
Durante o tratamento de um câncer são necessárias algumas mudanças e adaptações entre todos os envolvidos da família. Pergunte de que forma você pode ajudar nesse momento, lembrando que pequenas atitudes podem ser de grande valia. Fazer um supermercado, levar as crianças para a escola, buscar o resultado de um exame ou preparar uma refeição são gestos sempre bem-vindos.
Ouça
Se, no momento, não houver nada que você possa fazer e, mesmo assim, você deseja ser útil de alguma forma, apenas o escute. Muitas vezes, ouvir o que ele tem a dizer ou respeitar o seu silêncio são exemplos de grande ajuda.
Faça visitas
Se você deseja fazer uma visita, lembre-se: Ligue antes perguntando qual o melhor dia e horário para você fazer a visita.
É importante você saber que os dias seguintes de uma cirurgia são bastante difíceis por conta dos pontos e da reabilitação do paciente, assim como, os dias logo após a quimioterapia.
Alguns pacientes costumam apresentar episódios de náuseas e vômitos e ou sentirem-se muito cansados e sem ânimo para nada, inclusive, para receber uma visita. Por isso, a ligação é tão importante. Também não estranhe se ele não puder/quiser falar ao telefone, ele pode não estar bem.
Com o passar dos dias, os efeitos colaterais passam e os pacientes ficam bem mais animados e retomam as rotinas de suas vidas.
Bate-papo
Alguns pacientes relatam que não aguentam mais falar sobre o câncer, seus tratamentos e demais detalhes do mundo do câncer. Uma boa opção é você falar sobre a sua vida, dúvidas, e até de preocupações do seu dia-a-dia... Ele poderá se sentir útil lhe dando também algum conselho ou ajuda. Caso ele queira falar sobre a doença e você estiver bem com isso, respeite e ouça. Desviar do assunto ou ouvi-lo sem estar à vontade, será pior. A sinceridade e honestidade são pontos fundamentais em qualquer relação.
Chorar
Sim, isso pode acontecer. É importante você saber que altos e baixos emocionais são comuns e que você
pode o encontrar mais depressivo e com vontade de chorar.
Se isso acontecer e você não souber o que fazer, ouça, mostre-se presente e deixe-o desabafar. Se isto lhe emocionar e lhe der vontade de chorar, chore. Não tenha medo de expressar seus sentimentos. E se não souber o que falar, fique em silêncio e lhe dê um grande abraço.
Cuidado com o que você vai falar
Algumas pessoas, justamente pela dificuldade em lidar com o câncer acabam ficando sem saber o que falar diante de alguém com câncer e por conta disso, falam frases do tipo:
      Nossa, você esta muito bem!
      Você esta melhor do que eu imaginava...
      Você nem parece que tem câncer...
      O seu cabelo já esta crescendo?
      Mas, você está de peruca? Nem parece.
 Você também precisa de cuidados
Sabemos o quão importante é para o paciente o cuidado dispensado por alguém da família. O carinho, o afeto e o amor surtem efeitos inesperados. Mas sabemos que você também está passando por momentos difíceis, por um desgaste físico e emocional grande e que, muitas vezes, nem tem tempo para se cuidar.
Ao tornar-se um cuidador, muitas vezes, deixamos de lado a nossa própria saúde, vida social, bem-estar físico e emocional. Isso geralmente ocorre por vários motivos como: falta de tempo para si mesmo, cansaço, falta de ânimo entre outros.
Qualquer que seja o motivo, ignorar as suas próprias necessidades pode levá-lo a desenvolver problemas de saúde físicos e emocionais. Por isso, não descuide de você. Saiba que tirar esse tempo para você é importante exatamente para te dar mais ânimo, garra e paciência para continuar cuidando da pessoa que você ama.
Sim, sabemos que isso não é fácil, mas você precisa tentar!

Fonte: Onconguia
 
 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Câncer de colo de útero

Conheça a doença e os sintomas
 
 

Câncer de colo de útero, também conhecido por câncer cervical, é uma doença de evolução lenta que acomete, sobretudo, mulheres acima dos 25 anos. O principal agente da enfermidade é papilomavírus humano (HPV), que pode infectar também os homens e estar associado ao surgimento do câncer de pênis.

Antes de tornar-se maligno, o que leva alguns anos, o tumor passa por uma fase de pré-malignidade, denominada NIC (neoplasia intraepitelial cervical), que pode ser classificadaem graus I, II, III e IV de acordo com a gravidade do caso.

Embora sua incidência esteja diminuindo, o câncer de colo de útero ainda está entre as enfermidades que mais atingem as mulheres e levam a óbito no Brasil.

Felizmente, as estatísticas estão mostrando que 44% dos casos diagnosticados no País são de lesão in situ precursora do câncer, que ainda está restrita ao colo e não desenvolveu características de malignidade. Nessa fase, a doença pode ser curada na quase totalidade dos casos.

Tipos de tumor
Os dois tipos mais frequentes de tumor maligno de colo de útero estão associados à infecção pelo HPV. São eles: os carcinomas epidemoides (80% dos casos) e os adenocarcinomas (20% dos casos).

Fatores de risco
A infecção pelo HPV, responsável pelo aparecimento das verrugas genitais, representa o fator de maior risco para o surgimento do câncer de colo de útero. Apesar de existir mais de uma centena de subtipos diferentes desse vírus, somente alguns estão associados ao câncer de colo uterino. São classificados como de alto risco os subtipos 16, 18, 45, 56; de baixo risco, os subtipos 6,11,41,42 e 44 e de risco intermediário, os subtipos  31, 33, 35, 51 e 52.

Podem ser citados, ainda, como fatores de risco:
1) início precoce da atividade sexual;
2) múltiplos parceiros sexuais ou parceiros com vida sexual promíscua;
3) baixa da imunidade;
4) cigarro;
5) más condições de higiene.

Sintomas
Nas fases iniciais, o câncer de colo de útero é assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são: 1) sangramento vaginal especialmente depois das relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa; 2) corrimento vaginal (leucorreia) de cor escura e com mau cheiro.
Nos estágios mais avançados da doença, outros sinais podem aparecer. Entre eles, vale destacar: 1) massa palpável no colo de útero; 2) hemorragias; 3) obstrução das vias urinárias e intestinos; 4) dores lombares e abdominais; 5) perda de apetite e de peso.

Diagnóstico
A avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame citopatológico de Papanicolaou realizados regular e periodicamente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer de colo de útero. Na fase assintomática da enfermidade, o rastreamento realizado por meio do Papanicolaou permite detectar a existência de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas.

O diagnóstico definitivo, porém, depende do resultado da biópsia. Nos casos em que há sinais de malignidade, além de identificar o subtipo do vírus infectante, é preciso definir o tamanho do tumor, se está situado somente no colo uterino ou já invadiu outros órgãos e tecidos (presença de metástases). Alguns exames de imagem (tomografia, ressonância magnética, RX de tórax) representam recursos importantes nesse sentido.

Prevenção
A prevenção do câncer de colo de útero está diretamente associada ao esclarecimento e avanço educacional da população a respeito dos fatores de risco e de como evitá-los.  Dada a importância do diagnóstico precoce, as mulheres precisam ser permanentemente orientadas sobre a necessidade de consultar o ginecologista e fazer o exame de Papanicolaou nas datas previstas, como forma de identificar possíveis lesões ainda na fase de pré-malignidade.
No entanto, a vacinação das meninas  nos primeiros anos de vida contra o HPV continua sendo medida preventiva bastante eficaz, apesar de não proteger contra todos os subtipos do vírus.

Vacinas
Existem duas marcas de vacinas aprovadas para prevenir a infecção por determinados subtipos do HPV, alguns deles responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo uterino.
A vacinação é recomendada para meninas ainda na infância, em três doses, antes do início da atividade sexual.  No entanto, como ainda não há vacinas contra todos os subtipos do vírus, que são muitos, mulheres já vacinadas devem continuar fazendo o exame preventivo de rastreamento, o Papanicolaou, que é oferecido também pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde.

Tratamento
Parte das mulheres sexualmente ativas, que entra em contato com o HPV, pode debelar a infecção espontaneamente ou com tratamento médico pertinente. Caso isso não ocorra, o tratamento tem por objetivo a retirada ou destruição das lesões precursoras pré-malignas.
No entanto, uma vez confirmada a presença de tumores malignos, o procedimento deve levar em conta o estágio da doença, assim como as condições físicas da paciente, sua idade e o desejo de ter, ou não, filhos no futuro.

A cirurgia só deve ser indicada, quando o tumor (carcinoma in situ) está confinado no colo do útero. De acordo com a extensão e profundidade das lesões, ela pode ser mais conservadora ou promover a retirada total do útero (histerectomia).
A radioterapia externa ou interna (braquiterapia) tem-se mostrado um recurso terapêutico eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores. Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos efeitos benéficos, pode ser indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estádios avançados da doença.

Recomendações
* Não existe idade mínima para as meninas receberem as vacinas disponíveis contra a infecção pelo HPV, apesar de a orientação ser ministrá-la a partir dos 9 anos de idade;
* Toda mulher precisa estar consciente de que o exame de Papanicolaou realizado periodicamente representa uma estratégia de rastreamento do câncer de colo uterino que pode salvar vidas.
* Nunca é demais ressaltar, que o uso da camisinha em todas as relações sexuais é um cuidado indispensável contra a infecção não só pelo HPV, mas também por outros agentes de doenças sexualmente transmissíveis.

Fonte: Dr. Dráuzio Varela